A privatização das telecomunicações levou o telefone as classes menos favorecidas, hoje qualquer pessoa possui um telefone celular, algo impossível nos anos 90. Se por um lado isto democratizou o acesso, nos últimos 30 dias foram mais de 2,1 milhões de novos aparelhos no mercado, por outro as operadoras vem explorando o mercado de forma abusiva, tanto que são campeãs de reclamações nos Procons.Temos uma das tarifas mais altas do mundo, em um plano pré-pago uma ligação não sai por menos de R$ 1,00 por minuto. No plano Meu Jeito Sempre da TIM, a tarifa é de R$ 1,20, podendo chegar até R$ 1,54 em outros planos. Na Inglaterra, a Orange cobra 20p ( R$ 0,06 ) por minuto no plano pré-pago. Fora os outros benefícios. Se falarmos dos planos pós-pagos a diferença é maior, mas não vou entrar no mérito. Tudo bem, a Inglaterra é um país de primeiro mundo, tem uma economia forte e mercado estabilizado.
Mas se citarmos outro país de terceiro mundo, como a nossa vizinha Argentina, a situação também é bem diferente da nossa. Nos planos pré-pago da Personal, a tarifa mais alta é de $ 0,99, aproximadamente R$ 0,53 na cotação de hoje.
Entendo que os impostos não ajudam, além disto o Brasil é um país de dimensões continentais, é caro manter uma infra-estrutura para atender as regiões. Agora temos 3G, quer dizer, em alguns pontos, mas já é realidade. Estou usando um plano da Brasil Telecom, cuja conexão está bem satisfatória nas regiões com sinal 3G. Além da velocidade, a grande vantagem está na tarifa fixa com plano ilimitado. Será ?
Um fato inusitado que ocorreu hoje me levou a fazer este post. Uma empresa possui o serviço Tim Web, no plano 250Mb por R$ 39,90 mensais. Um funcionário precisou acessar de outro país e entrou em contato com a operadora para obter informações sobre roaming internacional. Habilitaram o serviço e informaram que iria ter uma taxa extra, sem maiore detalhes. Resultado: a fatura chegou no valor de R$ 10.000,00 (Dez mil reais). O consumo ? 256 Megabytes. A taxa da TIM para roaming internacional é de R$ 39,00 por MB transferido, independente do plano do cliente. Ah, e o acesso a esta informação está em um local de difícil acesso.
O cliente poderia ter tido mais cuidado ao viajar, comprar um chip de uma operadora local por exemplo, e se informar das taxas reais. Agora, pagar 10mil reais por 256MB não é o maior exemplo de Viver sem fronteiras.


